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Luiz Bernardo de Almeida

Vida e Obra

Arquivo Municipal - F. Sousa - Camioneta de Transporte

Camioneta de transporte de passageiros da Empresa Progresso

Arquivo Municipal - Foto Sousa
(proibido qualquer tipo de reprodução)

Depois de Luiz Bernardo estar longos anos no Rio de Janeiro, regressou à sua terra natal dando inicio da sua fantástica obra de benemerência":

  • Mandou construir a escola de Macieira de Cambra, que no ano de 1913 ofereceu ao Estado. Este edifício com amplas instalações tinha residência para um professor, cantina, recintos para recreio, balneários e era dotado de água corrente. Era considerado um dos melhores do país, naquela época.
  • Mandou ampliar o cemitério de Macieira de Cambra, sendo esse melhoramento efectuado numa altura em que o mesmo já não tinha espaço para albergar os mortos e a Junta de Freguesia não podia arcar com a despesa da necessária ampliação.
  • Mandou construir a estrada que liga a vila de Macieira de Cambra ao lugar da Pena - Algeriz, tornando mais fácil o acesso ao concelho de Arouca e Castelo de Paiva.
  • Mandou construir um troço de estrada que vai da ponte da Gandra a S. João da Madeira.
  • Dotou a escola primária de Vale de Cambra, com carteiras escolares.
  • Financiou, por empréstimo à Junta Autónoma das Estradas, sem juros, a abertura e empedramento de 25 quilómetros de estrada, entre Cepelos e o Rio Teixeira, que nos ligou ao distrito de Viseu.
  • Subsidiou a Banda de Música de Macieira de Cambra, desde 1919, cujo auxílio contribuiu para que muitas centenas de pessoas cultivarem esta arte e, em colaboração com outros "Macicambrenses" foi instalado, em edifício seu construído para o efeito, o Centro Recreativo, Musical e literário Luiz Bernardo de Almeida.
  • Fundou, quando todo a concelho estava privada de meios de comunicação, a Empresa de Transportes Progresso (transportes colectivos) proporcionando a desenvolvimento da terra sob o aspecto industrial, comercial e turístico.
  • Mandou construir em colaboração com o seu primo, António Almeida Pinho, o edifício que hoje se encontra em ruínas a "ex - Casa de Saúde Almeida Pinho", construído na época com o objectivo de instalar um Hospital. Funcionou como seminário e posteriormente como casa de saúde de apoio aos tuberculosos. Forneceu, durante largos anos e gratuitamente, medicamentos aos pobres mais necessitados da freguesia, poupando-os a doenças graves que não teriam possibilidades de enfrentar por falta de recursos.
  • Durante alguns anos estabeleceu mensalidades em dinheiro para muitos pobres da freguesia, minorando a esta classe de desprotegidos da sorte situações angustiosas.
  • Mandou construir dezenas de edifícios, habitacionais, por todo o concelho, de que resultou o embelezamento da terra, contribuindo para minorar o desemprego de muitos trabalhadores quando a crise de trabalho se colocava com certa acuidade. E com isso lucrou também o comércio que vendia materiais de construção, ferragens e drogas.
  • Fez o primitivo abastecimento de água à sede do concelho (não ao domicílio) mas através de um fontenário que mandou instalar na "feira do gado", mais tarde conhecida por "feira de fruta" e hoje conhecido pelo jardim da "feira dos ovos".
  • De igual modo, mandou construir um fontanário em Macieira de Cambra, o qual, embora actualmente não sirva para satisfazer as necessidades do povo, por falta de água, não deixou de atender durante largos anos às mais imperiosas necessidades dos seus habitantes.
  • Procurou em tempos, com a criação de uma escola nocturna para menores e adultos, no lugar de Macieira-a-Velha, atenuar o elevado grau de analfabetismo que entre nós existia.
  • Gratuitamente fornecia material didáctico e batas aos alunos da escola que mandou construir. E, para melhor analisar a que ponto chegavam as seus dotes de benemerência, mandou tirar, pela admiração que lhe mereciam as belezas da sua terra, alguns milhares de postais ilustrados que distribuiu gratuitamente pelos estabelecimentos para serem vendidos a um centavo, revertendo a produto a favor das indigentes.

Para completar a sua gigantesca obra, legou por disposição testamentária a sua fortuna de milhares de contos para a Fundação «Asilo Luiz Bernardo de Almeida», actualmente, Fundação Luiz Bernardo de Almeida, vocacionada a apoiar as pessoas "inválidas e desvalidas de ambos os sexos", conforme consta do seu testamento.

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